Radicais, de esquerda e de direita – Por Jayme José de Oliveira

02/02/2016

Jayme José de OliveiraPodemos dizer que a civilização iniciou quando o primeiro grupo de hominídeos decidiu viver obedecendo regras, hoje denominamos leis. O maia usual era um patriarca exercer o poder decisório, era irrecorrível. Num passado distante o poder feminino ficou bem registrado em sociedades matriarcais, caracterizadas por uma civilização de maior sensibilidade, dotada de uma cultura social na qual ,o poder era exercido pela mulher. IFernanda Monteforte)

Mesmo em priscas eras havia os que não se submetiam, transgrediam. Surgiram os julgamentos e punições aos rebeldes. Ciúme, ganância e inconformismo causavam discórdias que podiam resultar em resultados até mesmo fatais para os perdedores. Caim foi o primeiro e se tornou paradigmático.

Este preâmbulo para entender o porque de situações como as protagonizadas Jair Bolsonaro, aqui esteve. Formaram-se grupos pró e contra, o entrevero foi inevitável. Fosse um proeminente e investigado governista, o conflito seria semelhante. Quantos já foram vaiados em restaurantes, aeroportos e outros locais públicos?

Não estamos habituados a conviver com os que pensam de maneira diferente da nossa. Em vez do diálogo, o confronto. Inconciliável

O paradigma que se repete monocórdio é de não se agir por convicção, mas por conveniência momentânea. O que hoje um grupo defende e outro rejeita se inverte quando as circunstâncias se alteram. A oposição, pasmem, apregoa que se se faça o que quando situação repudiava, e vice-versa. Exemplo? A reforma da previdência dos funcionários públicos federais implantada pela presidente Dilma Rousseff no art. 30 da Lei 21.618, com apoio do PT, aqui no RS uma similar foi ferozmente combatida pelo mesmo partido sob a legação de não ter sido suficientemente debatida com as partes interessadas. O que é isso companheiro? Federal pode, estadual não? O mesmo pode se dizer quanto às “pedaladas”. Servem de justificativa para o pedido de impeachment da atual presidente quando, nas gestões de FHC e Lula também ocorreram e… ninguém chiou!!! “Contabilidade criativa” é uma forma solerte de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2.000 – PARA TODOS, não só aos prefeitos. Não se conhece, até o momento, tenha sido aplicada para governadores e presidentes.

Enquanto as leis – TODAS AS LEIS – não forem aplicadas indiscriminadamente a TODOS, não importando o status, apenas a ocorrência ou não de transgressões.

George Orwell em “A Revolução dos Bichos” já classificava os cidadãos com uma frase:

-“Todos são iguais perante a lwei, só que alguns são mais iguais”.

HÁ ALGUMA DÚVIDA?

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado