O sonho de Ícaro II – A guerra impulsiona a aviação – Por Jayme José de Oliveira

31/08/2016

Jayme José de Oliveira“Os aviões são hoje um inegável instrumento de integração e paz entre os homens, mas só chegaram a esse ponto porque, primeiro, foram pensados e projetados para transportar bombas”. (Ricardo Bonalume Neto)

A 1ª guerra deu motores mais potentes; a 2ª o radar, propulsão a jato e computador.

Quando, em 1.909 Louis Blériot atravessou o Canal da Mancha e chegou à Grã-Bretanha os governos se convenceram que surgia uma nova arma que poderia suplantar a marinha que, até então, garantia a supremacia militar e inviolabilidade do país. Este fato deixou atemorizados os militares britânicos que possuíam a maior e mais poderosa marinha de guerra do mundo. Caiu a ficha e descobriram que poderiam ser vulneráveis pelo ar e Londres não era mais inacessível a um ataque maciço. Encouraçados pesadamente blindados e armados com peças de artilharia de longo alcance e maior calibre existentes, eram impotentes contra minúsculos artefatos bélicos que simplesmente os ignoravam e se deslocavam fora do alcance. Cruzadores e torpedeiros idem.

Os conflitos bélicos que se alicerçavam no domínio dos mares tiveram que se adaptar às circunstâncias impostas pelos ataques aéreos e as guerras mudaram seus parâmetros.

A História registra desde a antiguidade que o maior incentivo para o desenvolvimento em tecnologia é o conflito armado. A guerra incentiva os militares a buscar equipamentos melhores que os inimigos e eles têm verbas para isso.

Quando você entra hoje num avião de passageiros produzido pela Boeing, por exemplo, deve lembrar que os primeiros a decolar eram bombardeiros: o B-17, a “Fortaleza Voadora”, o B-29, “Superfortaleza” e o B-52, Fortaleza Estratosférica”, foram as precursoras, por exemplo, do Boeing 737, o avião a jato mais vendido da história da aviação.

Nas décadas de 1.920 e 1.930 foi criada a base da aviação civil moderna. Além de serem lançados muitos modelos de aviões, foram criadas linhas aéreas como a KLM, Air France, Pan Am, além da brasileira Condor, estabelecida no País pela alemã Lufthansa.

O resto da história nós conhecemos.

Dados para esta coluna foram pesquisados na revista Superinteressante, edição 363-A e no Google.

Fortalez voadora

Jayme José de Oliveira  – Capão da Canoa – RS – Brasil

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