Jovens são quase metade das vítimas de acidentes com motos no RS

30/11/2016

Diagnóstico do DetranRS apontou que 47% dos motociclistas e caronas de moto vítimas de acidentes nos últimos cinco anos foram jovens de 18 a 29 anos. O levantamento balizou o início das discussões do Grupo de Trabalho para a Segurança de Motociclistas. O GT foi instituído pela Portaria 473/2016, publicada nessa terça-feira (29) no Diário Oficial do Estado.

De janeiro de 2010 até outubro de 2016, 3.321 motociclistas e caronas de moto morreram em decorrência de acidentes de trânsito. As vítimas em motos representaram 25% do total de 13.466 mortes no estado no período.

De 2012 para cá, o número absoluto de motociclistas e caronas de moto entre as vítimas fatais vem caindo. De 600 vítimas em 2010, passou a 594, em 2012, e 434 em 2015. Em 2016, (dados parciais até outubro), foram 355 mortes de motociclistas e caronas mortos, de um total de 1,4 mil mortes no trânsito.

Diagnóstico

Homens representaram 88,9% dos motociclistas e caronas mortos em acidentes. Com relação à faixa etária, 14% das vítimas tinha entre 18 e 20 anos, 16,7% tinha de 21 a 24 anos e 15,9% de 25 a 29 anos, totalizando quase metade das mortes entre os jovens.

O turno da noite concentrou a maioria das vítimas fatais em todos os dias da semana. Sábado foi o dia com maior número de registro de mortes entre motociclistas e caronas de moto, totalizando quase 23% das ocorrências. Mais da metade dos motociclistas e carona de moto (52%) morreu em acidentes transcorridos nas vias urbanas.

Grupo de trabalho

O grupo de trabalho será composto por representantes de diversas áreas do DetranRS, Sindimoto (Sindicato dos Motociclistas do Rio Grande do Sul), Amatra (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Brigada Militar, Comando Rodoviário da BM, Polícia Rodoviária Federal, EPTC, SEST/Senat (Serviço Social do Transporte/ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Ministério Público do Trabalho do RS e Superintendência Regional do Trabalho.

De acordo com a necessidade ou especificidade temática, podem ser convidados outros órgãos, instituições ou entidades envolvidos, direta ou indiretamente, com o Sistema Estadual de Trânsito e Transporte, bem como demais instituições e organizações que possam contribuir para a qualificação da formação dos condutores, da segurança da frota veicular e da educação para o trânsito.

Mariana Goldmeier Tochetto