Influências – Por Carolina Chiabott

17/09/2016

foto-de-capa-1”Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter.” Eclesiastes 3:5

A verdade sobre nós humanos, é que é difícil se olhar no espelho. E quando digo esta palavra, talvez não esteja sendo especifica com o objeto que reflete sua aparência, suas curvas e imperfeições – este também -, mas quero falar sobre as pessoas! Aquelas que você esbarra diversas vezes por dia, que são suas amigas de confiança, as quais você pode falar o que quiser, do modo que quiser, ou aquelas que você já está tão próxima que é difícil esconder-lhe algo. Falo destas pessoas que de tão íntimas você já se perde facilmente em suas críticas e comentários. Estas que por mais que você as ame, as vezes, só queria um pouco de espaço para pensar.

Tenho um bom exemplo para isto; voltamos para milhares de anos antes de Cristo, quando um homem de oitenta anos chamado Moisés teria que liderar um grupo de milhões de pessoas por uma terra seca; com areia nos olhos e sofrendo constantes consequências. Não faço ideia de como é ter oitenta anos; mal cheguei ao meio disto! Mas eu o observo; como era complicado lidar com a influência em massa que sofria. Aquelas pessoas conviviam com Moisés, possivelmente muitas delas eram suas amigas e os cumprimentava todas as manhãs. E de certo modo confiavam na capacidade dele, em lhes ajudar no que fosse preciso. Mas até que ponto Moisés entendeu tudo isto? Milhares de vozes e lamentos; deveríamos ter ficado no Egito, não há nem água aqui!

Não era nem um pouco fácil resistir a tentação de ceder à eles. Moisés os conhecia! Eles exerciam influência em suas decisões porque ele queria o melhor para o seu povo. E por conta disto Deus o ouviu com profunda compaixão, e o capacitou para ordenar a pedra que jorrasse água. Mas seus irmãos judeus o estavam enlouquecendo! Como isto era possível? E seu cajado bateu contra a rocha; satisfazendo a quase todos.

 Ainda não tenho oitenta anos, mas sei exatamente como ele se sentira. Posso ouvir claramente todos os dias “deveríamos isto; não há isto aqui; não acho que devamos fazer isto.” e eu me recuso a bater o cajado! Tenho que ser forte o suficiente para entender o que meu Pai me disse para fazer, por mais que eu ame meus irmãos.

E voltamos então a palavra de Salomão em Eclesiastes. Tempo de espalhar pedras e tempo de juntá-las? Sim.

Espalhar pedras de confiança, de amizade e fidelidade. Espalhar pedras para que outros possam andar por cima delas e alcançar seus objetivos; espalhar pedras e ceder a vontade de alguém em construir uma muralha. Mas e se Deus me pedir para recolher todas elas? Como eu vou contar a todos? Não sei mais dizer não a elas. E isso me faz tão vulnerável as circunstâncias. As pedras não tem mais valor; eu não seria muita coisa se não tivesse milhares de pessoas ao meu lado me ajudando. Certo, Moisés?

Não.

Não pode ser isto.

E então você começa a desembaraçar os nós, e seguir a corda que prende você em tudo isto. Em todas as influências que por vezes tem sido boas, mas sufocado seu verdadeiro propósito! Seu verdadeiro reflexo! E depois de quilômetros de comprimento, de embaralho quase impossíveis de se resolver; de pessoas agarradas a ela para que você não consiga chegar ao fim. Bom, você descobre quem está do outro lado.

O verdadeiro reflexo. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. 1 Coríntios 13:12. Plenamente conhecido! Isto deve bastar. Então eu me afasto, porque há tempos para abraçar a eles todos, para ouvir seus conselhos e escutar suas teorias. Mas tenho os momentos de afastamento. Momentos onde não posso me calar e consentir! Há propósito dado a mim de ordenar a pedra, e não de bater, independentemente do que todas as vozes achem. Meu pai tem certeza do que está fazendo comigo, e no fim disto tudo, quando eu voltar para o céu, minha casa, vou poder abraçá-lo, e nesta parte, nunca haverá tempo de afastar.

Carolina Chiabott nasceu em 1995 em Porto Alegre – RS e cresceu numa prainha titulada de Tramandaí. Recém formada em missões transculturais no CTM Vayikrá, tem o sonho de usar a escrita pra anunciar no mundo os ensinamentos de Cristo em formato de ficção juvenil.  Tenta combinar sua paixão por escrever com todo o tipo de arte existente, não atrasar as séries e ser uma boa filha.

Email: secretariaibfosorio@gmail.com