Decálogo de conquistas científicas – Por Jayme José de Oliveira

22/01/2016

Jayme José de OliveiraNestes tempos em que estão sendo comemoradas as conquistas do povo de Israel, em seus curtos 66 anos de vida independente, vale relacionar este decálogo de conquistas científicas que beneficiarão, não somente aos israelenses, mas a toda HUMANIDADE.

1 – Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv estão desenvolvendo uma vacina “duas em uma”, em forma de spray nasal, que previne derrames e o Mal de Alzheimer. O produto parece reparar danos vasculares no cérebro.

Segundo o cientista Dan Frenkel, do departamento de Neurobiologia da universidade, parte de uma droga já testada para o vírus influenza foi utilizada para induzir uma resposta imunológica a determinadas proteínas nos vasos sanguíneos. Ele afirma que isso pode reduzir os danos em tecidos cerebrais e restaura a capacidade cognitiva do cérebro.

A vacina estimula um mecanismo natural de defesa do corpo humano: ativa macrófagos, proteínas que “engolem” antígenos estranhos ao organismo e praticamente eliminam a possibilidade de danos no sistema vascular cerebral.

2 – O Technion de Haifa, instituto dedicado à pesquisa de tecnologia médica, desenvolveu um teste de sangue, simples, que pode detectar várias doenças, inclusive o câncer. O Centro Ichilov de Tel Aviv isolou uma proteína que vai substituir a colonoscopia na detecção do câncer de cólon. Basta um simples exame de sangue. O câncer do cólon mata cerca de quinhentas mil pessoas por ano. Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas se detectadas a tempo.

3 – A acne, que não mata, mas gera grande baixa estima a milhões de adolescentes, teve a cura descoberta pelo laboratório CureLight, através da emissão de raios ultravioleta de alta intensidade sobre as bactérias que produzem acne, sem causar maiores complicações.

4 – O Laboratório Given Imaging desenvolveu uma pequena câmera em forma de comprimidos, que são engolidos. A câmara envia milhares de fotos do aparelho digestivo. Essas imagens de alta qualidade – 2 por segundo, durante 8 horas – podem detectar pólipos, câncer e fontes de sangramento. Elas são enviadas a um chip e em seguida são armazenadas num computador para o médico examinar. O paciente expele a câmera através do reto. Esse é o fim da endoscopia. Não é necessário aquele tubo tradicional e que causa tanto desconforto. Como se pode visualizar nos links, as câmeras endoscópicas já estão disponíveis em diversos países.

https://www.youtube.com/watch?v=QFka1uNrhRg – 1min17seg

http://tvuol.uol.com.br/video/reporter-engole-camera-que-transmite-digestao-em-tempo-real-04020D1B3366D0C92326/  – 2min32seg

5 – A Universidade Hebraica desenvolveu um estimulador elétrico por baterias que são implantados no peito dos pacientes com Parkinson, bem como marca-passos. As emissões destes sinais nervosos bloqueiam as unidades que causam os tremores. O odor da respiração de um paciente pode ser usado para detectar se ele tem câncer de pulmão. O Instituto de Nanotecnologia Russell Berrie criou sensores capazes de perceber e registrar 42 biomarcadores que indicam a presença de câncer de pulmão sem a necessidade das invasivas biópsias.

7 – O odor da respiração de um paciente pode ser usado para detectar se ele tem câncer de pulmão. O Instituto de Nanotecnologia Russell Berrie criou sensores capazes de perceber e registrar 42 biomarcadores que indicam a presença de câncer de pulmão sem a necessidade das invasivas biópsias.

8 – É possível fazer sem cateterismo, em muitos casos, exames que visam diagnosticar o estado das artérias coronárias. O EndoPAT é um dispositivo colocado nas pontas dos dedos indicadores que pode medir o estado das artérias e prever as chances de um ataque cardíaco ocorrer por sete anos.

9 – A Universidade Bar Ilan está estudando um novo medicamento para combater vírus transmitidos pelo sangue. Eles chamam a armadilha de Vecoy, que engana o vírus para alcançar a sua auto-destruição. É muito útil para combater a hepatite, o temido Ebola e AIDS.

10 – Os cientistas israelenses do Hadassah Medical Center podem ter curado o primeiro caso de esclerose lateral amiotrófica, conhecida como doença de Lou Gehrig. O tratamento foi desenvolvido com base em células-tronco e curou um rabino.

A esclerose lateral amiotrófica (ELA), também designada por doença de Lou Gehrig e doença de Charcot, é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos, e com a sensibilidade preservada.

Os músculos necessitam de uma inervação patente para que mantenham sua funcionalidade e trofismo, assim, com a degeneração progressiva dos neurônios motores (tanto superiores, corticais, quanto inferiores, do tronco cerebral e medula), ocorrerá atrofia por desnervação, observada, na clínica, como perda de massa muscular, com dificuldades progressivas de executar movimentos e perda de força muscular.

ENDOSCÓPIO

Jayme José de Oliveira
cdjaymejo@gmail.com
Cirurgião-dentista aposentado